Jairlon Fernandes | Foto: Reprodução facebook
Jairlon Fernandes | Foto: Reprodução facebook

Faz dois anos que as festividades em Milagres/CE terminou em tragédia, na manhã do dia 15 de agosto de 2012 o jovem Jairlon Machado Fernandes da Silva, de 20 de idade foi assassinado. A ação criminosa teve lugar nas proximidades do Parque de Eventos do Município de Milagres. Segundo populares, Jajá foi agarrado pelos cabelos e baleado com três tiros pelo acusado João Bandeira Pereira, e veio a falecer enquanto recebia atendimento no Hospital Geral de Brejo Santo.

O caso gerou grande repercussão e comoção, e sempre nos dias 15 de agosto a família realiza alguma ação para lembrar-se da morte de “Jajá” como era popularmente conhecido, este ano foi celebrada uma missa em sua homenagem.

Jajá nasceu em Milagres, mas há alguns anos morava em Joinvile/SC, junto com os pais e os irmãos. Porém, visitava todos os anos a cidade natal para rever o resto dos familiares, amigos e namorada.

O Caso

Transcorreu na terça-feira (27 de novembro de 2012) no Fórum do Município de Milagres, a primeira audiência de instrução criminal do Caso Jajá, na ocasião foram ouvidas algumas testemunhas e o próprio acusado, o João Bandeira Pereira. Inclusive, o Portal OKariri apurou que o mesmo teria outra identidade cujo nome seria Hugo Gabriel Garcia. A polícia está investigando o caso.

O réu, João Bandeira Pereira ou Hugo Gabriel Garcia, pois o mesmo é acusado de ter outra identidade |Foto: Acervo OKariri
O réu, João Bandeira Pereira ou Hugo Gabriel Garcia, pois o mesmo é acusado de ter outra identidade |Foto: Acervo OKariri

Na ocasião desde cedo, cerca de 500 pessoas com camisas pedindo paz e portando faixas e cartazes conclamando por justiça, realizaram manifestação pacifica em frente ao Fórum. Por volta de 9h00 chegou o advogado de defesa Dr. Erinaldo Félix acompanhado da esposa e irmã do acusado. Exatamente às 9h55 chegou o acusado em uma viatura da Policia Militar, escoltado por forte segurança. Ele encontra-se preso na Penitenciária Regional o Cariri (PIRC) em Juazeiro do Norte.

O acusado pode responder por crime de homicídio duplamente qualificado, a pena varia de 12 a 30 anos de reclusão. “Se a pena chegar a 30 anos, o denunciado somente terá direito a algum beneficio após cumprir 40% dela, ou seja, mais de 13 anos, isso se tiver um bom comportamento carcerário”, observou o Dr. Edilzo dos Santos advogado da família de Jajá.

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Manifestação de repudio de familiares e amigos, no dia da primeira audiência de instrução criminal do Caso Jajá (27.11.2012) CLIQUE AQUI E RELEMBRE | Foto: Acervo OKariri

Em entrevista ao Portal OKariri, ainda no ano passado (01.10.2013) o Dr. Edilzo dos Santos, disse que esperava que acontecesse o julgamento em maio de 2014, porém até hoje não aconteceu.

Ainda em conformidade com informações repassadas pelo advogado da família, a defesa tentou por diversas vezes fazer com que o acusado respondesse o processo em liberdade, mas todas as solicitações encaminhadas a Justiça foram negadas. “A defesa inicialmente requereu o relaxamento da prisão em flagrante. Em segundo momento, solicitou a revogação da prisão preventiva. Depois, entrou com pedido de liberdade provisória e, por último, perante o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará foi impetrado habeas corpus para que o denunciado respondesse o processo em liberdade. Todos os pedidos foram negados”, afirmou.

Até hoje amigos e familiares postam mensagens no perfil do facebook de Jajá, com intuito de amenizar a dor da saudade, enquanto esperam pelo desenrolar dos fatos (clique aqui e veja).