
OKariri, por Diário do Nordeste
Em um ano, o Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, reduziu em 70,5% o número de pessoas atendidas em macas, nos corredores. Enquanto no ano passado a média era de 170 pacientes, neste ano, é 50. Casemiro Dutra, diretor executivo do IJF, comenta que, em 2011, a unidade chegou a ter pico máximo de 196 pacientes em atendimento nos corredores. Neste ano, o mínimo foram 12. Ontem, 35 pessoas encontravam-se nessa situação.
A significativa melhora é resultado do SOS Emergência, programa do Governo Federal que o IJF passou a integrar em dezembro de 2011. O ministro da saúde, Alexandre Padilha, destaca que, no Ceará, o desafio é reduzir o número de pacientes nos corredores no Frotão. Ele atribui a representativa redução aos leitos de retaguarda.
O IJF conta com 110 leitos de retaguarda, distribuídos no Hospital Pronto Socorro de Acidentados (20), Hospital Fernandes Távora (20), Hospital Batista (20), Santa Casa de Misericórdia (21), Hospital da Polícia Militar (19) e Hospital S.O.S – que disponibilizará, até o fim do ano, mais dez leitos de retaguarda, conforme a direção do Frotão.
Com os leitos de retaguarda, os pacientes que não são do perfil da unidade e estão em tratamento nos corredores são transferidos. Só no mês passado, 400 pacientes foram encaminhados para hospitais que disponibilizam essas vagas. O IJF possui um total de 457 leitos, sendo 50 de emergência.
Em média, são atendidos 250 pacientes, por dia, no Frotão. Entretanto, Dutra ressalta que a unidade já chegou a fazer 400 atendimentos diários. “Hoje, prevalecem os pacientes que são do perfil do Frotão, que são os da alta complexidade, de nível terceirizado de atendimento”, explica.
Os pacientes do IJF possuem perfil bem definido. Em primeiro lugar, estão os motoqueiros, que se envolvem em acidentes de trânsito; em seguida, os idosos que, geralmente, sofrem queda da própria altura e fraturam o fêmur e, por último, os que sofrem queimaduras. De janeiro a dezembro do ano passado, o Frotão atendeu 7.984 motoqueiros. Neste ano, até o dia 5 de novembro, foram 8.256 atendimentos. “A gente observa que, mesmo com crescimento no número de motoqueiros acidentados, reduziu os atendimentos nos corredores”, frisa Dutra.





