Fornecimento de água em Itapipoca segue irregular

O fornecimento de água em Itapipoca, a 147 Km de Fortaleza segue irregular. Novos vazamentos foram verificados pela Companhia...

O fornecimento de água em Itapipoca, a 147 Km de Fortaleza segue irregular. Novos vazamentos foram verificados pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), no início da noite desta sexta-feira (27) e madrugada de sábado (28), na adutora que deverá levar água do açude Gameleira para a cidade.

De acordo com a Cagece, o último vazamento aconteceu às 4h30min da madrugada de sábado na adutora que deverá trazer água do Açude Gameleira. A Cagece disse que ainda está mobilizada no conserto da ocorrência, sendo que a nova expectativa é de que os testes na adutora sejam retomados até o final da manhã desta sábado, dia 28.

Análise de material
Nesta sexta-feira, dois engenheiros da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) estiveram em Itapipoca para examinar o material utilizado pela Primor Construções nas obras da adutora. A obra, orçada em R$ 18 milhões, com 32 quilômetros de extensão, e seria entregue nos próximos dias. Ela leva águas do açude Gameleira para Itapipoca e está em construção desde 2011 mesmo ano em que deveria ter sido terminada, mas a conclusão foi adiada após a empresa responsável, a PWE Engenharia, ir à falência. Logo depois a obra foi assumida pela Primor Construções Ltda, que deveria entregar a adutora neste mês de dezembro.

Inquérito
A adutora, no entanto, teve parte da tubulação rompida com a pressão da água, o que impediu a transposição da água até Itapipoca, segundo a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh). O governador Cid Gomes se deslocou até o município na segunda-feira (23), onde classificou a obra de “criminosa” e permanece acompanhando os reparos. Um inquérito foi aberto a pedido do governador.

De acordo com o Delegado Geral de Polícia Civil, Andrade Júnior, o inquérito deverá ser concluído em 10 dias. “Todos os contratos serão investigados, as perícias serão decisivas e as pessoas envolvidas serão responsabilizadas, se for o caso, pela não execução da obra”. Segundo o delegado a investigação seguirá em duas frentes. “Vamos verificar se há uma possível conduta criminosa das pessoas responsáveis pela obra, como também será investigada a conduta das responsáveis por receber a obra. Temos de ver os dois lados”, explicou. Se for constatado crime doloso (não acidental), os responsáveis podem pegar até 12 anos de prisão, afirmou Andrade Júnior.

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