
Um espaço destinado a vários atendimentos no setor público-administrativo deverá estar pronto até o mês de abril próximo. Pelo menos é o que prevê o secretário das Cidades, Camilo Santana, em relação ao que ficou denominado como Centro Multiuso, em substituição ao antigo Centro de Apoio ao Romeiro. A obra foi iniciada pela Prefeitura de Juazeiro do Norte e acabou sendo repassada para o Estado. O Centro de Apoio está na mesma área do mercado dos romeiros. Foram investidos na conclusão do prédio mais de R$ 10 milhões, por meio da Secretaria das Cidades, com o projeto Cidades do Ceará, e financiamento do Banco Mundial.
Conforme o secretário, foram enviados ofícios aos órgãos do Estado que têm prestação de serviço regionalizada. Caso queiram se transferir para o Centro Multiuso, devem procurar a secretaria para realizar os procedimentos necessários voltados à adequação do espaço.
Menos gastos
Nesse caso, essas repartições deixariam muitas vezes de custear o aluguel, e ficariam no prédio estadual, com despesas apenas de condomínio.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) será um dos implementados no local. A Universidade Regional do Cariri (Urca) irá transferir o Centro de Artes, além da Lira Nordestina para o prédio, já que o atual se encontra em condições precárias de funcionamento.
Em 2011, houve a inauguração na área do Mercado dos Romeiros, ao lado da praça do Romeiro, de frente à Basílica de Nossa Senhora das Dores. Um dos objetivos do projeto é proporcionar maior infraestrutura de atendimento às romarias em Juazeiro do Norte.
No Mercado dos Romeiros, foram construídos mais de mil boxes, destinados aos ambulantes. O equipamento passou a ser administrado pela Central de Abastecimento do Estado (Ceasa), mas até o momento vendedores estão insatisfeitos com a pouca movimentação na área de comercialização. Na última romaria, muitos deles se sentiram prejudicados, por conta da construção, atualmente paralisada, da praça do Marco Zero, um pouco acima do espaço. A área foi cercada com tapumes, impedindo a maior visibilidade do mercado, e dificultando, segundo os vendedores, a comercialização dos seus produtos.
Problema recorrente
Um dos problemas durante a romaria era a grande quantidade de ambulantes nas ruas, o que voltou a se repetir na última realizada na cidade, no começo do ano, com a festa das Candeias.
Algumas pessoas preferiram voltar para as ruas no intuito de aumentar as vendas. O Centro de Apoio ao Romeiro, em sua proposta inicial, seria uma área inteiramente destinada aos serviços de atendimento aos fieis do Padre Cícero e também aos turistas. A estrutura do prédio contempla um anfiteatro para cerca de 10 mil pessoas e será voltada para as grandes celebrações religiosas do município.
Segundo o secretário, uma das definições aguardadas para este mês está relacionadas aos elevadores que serão instalados, além da confirmação dos órgãos transferidos para a área. Em relação às repartições públicas, o prédio terá a finalidade de atender e instalar os órgãos de atuação regionalizada, tanto estaduais como federais.
Críticas ao projeto
O secretário disse que a intenção não é retirar órgãos que atendem nos municípios, como o caso do Crato. Alguns segmentos da sociedade cratense criticaram a medida, mas Camilo Santana afirma que não há a obrigação para as transferências. “Cada um vai avaliar as possibilidade e ver as condições para mudar”, explica.
A construção total do projeto, contando com a praça dos Romeiros, foi iniciada no ano de 1988 e por várias administrações se tentou concluir.
Os recursos investidos inicialmente na obra foram destinados pelos governos federal, estadual e municipal. A intenção de construir os mais de mil boxes, foi de criar uma espécie de shopping popular para acolher os vendedores e desobstruir áreas em volta da Basílica de Nossa Senhora das Dores. Durante os últimos anos, o objetivo de ser um projeto todo voltado para a romaria foi mudando e a administração passou a ser estadual.
Diário do Nordeste




