PPS propõe renúncia coletiva na Comissão de Direitos Humanos

Para pôr fim ao clima de confronto que vem tumultuando os trabalhos da Câmara Federal, o PPS decidiu entrar...

Cinco parlamentares de oposição a Marco Feliciano renunciam às vagas (Foto: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR)
Marco Feliciano, com apoio da bancada evangélica e do seu partido, o PSC, mantém disposição de permanecer presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (Foto: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR)

Para pôr fim ao clima de confronto que vem tumultuando os trabalhos da Câmara Federal, o PPS decidiu entrar com processo no Conselho de Ética contra o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP), por quebra de decoro parlamentar e sugeriu a renúncia coletiva dos membros da Comissão de Direitos Humanos. “Precisamos acabar de vez com a situação vexatória vivida na a Câmara desde a eleição do pastor para presidir o colegiado”, explicou o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA).

A ideia, com a renúncia coletiva, é abrir novo processo de escolha do presidente da comissão e forçar o afastamento de Feliciano, eleito para o cargo no início do mês. Acusado de posições racistas e homofóbicas, o pastor tem sido alvo de uma onda de protesto de movimentos sociais e de artistas contra sua permanência no cargo. A representação no Conselho de Ética será protocolada na próxima terça-feira. No mesmo dia, o colégio de líderes dos partidos na Câmara fará uma última tentativa de convencer Feliciano a renunciar.

Apoiado por seu partido, o PSC e pela frente parlamentar evangélica, Feliciano, todavia, já avisou que não renuncia “de jeito nenhum” e desafiou o colégio de líderes a retirá-lo do cargo. Diante da intransigência do pastor, o deputado informou que não há mais espaço para um acordo político que resolva a questão. “Nós temos instrumentos para resolver o imbróglio. A situação é insustentável, a ponto de o pastor mandar prender quem exerce o direito da livre manifestação. Passou do limite do admissível”, afirmou Jordy.

Ele explicou que a renúncia de metade e mais um dos membros da comissão forçaria uma nova composição do colegiado e uma nova eleição para a escolha do presidente. Além da acusação de racismo e homofobia, o pastor, segundo o PPS, precisa explicar denúncias de uso irregular de verbas de sua cota na Câmara. Jordy alega que Feliciano paga com dinheiro público escritórios de advocacia, em processos de interesse pessoal. O pastor nega a acusação.

DEMISSÃO – Na véspera da Páscoa, o pastor Marco Feliciano (PSC) afastou todos os 17 funcionários da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que ele preside. A informação é do blog do jornalista Ricardo Noblat.

Seriam 12 concursados e cinco funcionários em cargos de confiança. Segundo Noblat, Feliciano desconfiaria de estar sendo sabotado por eles. O pessoal cuida do apoio administrativo.

O Povo

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