Foto Reprodução Agencia Miséria
Foto Reprodução Agencia Miséria

Era por volta das 15 horas de domingo (13 de julho), quando vaqueiros encontraram uma ossada humana dentro de uma mata, nas proximidades de um córrego, no Sítio Baixio do Rosário, na zona rural do município.

O corpo tinha um projétil à altura da nuca e estava com os pés amarrados, “aparentado ter sido executado”. Outros indícios, como a calça suja, levam a crer que a vítima teria sido torturada, ou tenha se envolvido em luta corporal e ele fora arrastado de dentro córrego.

O corpo foi ao Instituto Médico Legal (IML) de Juazeiro do Norte, para que fosse feito exame de DNA, o resultado confirmou a identificação, tratava-se de Luiz Ferreira Desidério, o qual, naquele mesmo mês, completou 60 anos de idade e residia na Vila Belém, no Bairro Pio XII, em Juazeiro do Norte. Durante 35 anos ele trabalhou na TELEMAR.

Ele foi assassinado a tiros e, segundo um filho da vítima, dias antes Desidério tinha ligado para sua residência afirmando que já estava chegando de viagem, afirmou que se aproximava do município de Brejo Santo e pediu para que ajeitasse o almoço, pois chegaria a tempo para a refeição com a família. Daí em diante, não houve mais contatos e nenhum êxito nas tentativas de ligações para o seu aparelho celular.

Familiares já tinham comunicado a companhias militares e destacamentos da área sobre o desaparecimento de Desidério, além de contatos com delegacias e hospitais da região. Quando souberam do achado do cadáver foram ao IML e até reconheceram as vestes do copo que outrora fora encontrado em Milagres, mas houve a necessidade da coleta de material para que fosse feito o exame de DNA com resultado positivo. O caso está envolto em mistério e ele pode ter sido vítima de um latrocínio cabendo às investigações à Polícia Civil de Milagres.