Irã executa cidadão acusado de ser espião dos EUA e de Israel

Sina Drakhshani/UnsplashBandeira Irã
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As autoridades judiciais iranianas executaram neste domingo de manhã, por enforcamento, Mojtaba Kian, filho do escritor Mohammad Gholi, após ele ter sido considerado culpado de espionagem, traição e colaboração com os serviços de inteligência dos Estados Unidos e de Israel durante o conflito.

A sentença, proferida inicialmente pelo Tribunal Provincial de Alborz e posteriormente ratificada pela Suprema Corte do Irã após a rejeição dos recursos de apelação, incluiu também a confiscação total dos bens do executado. As autoridades destacaram que, de acordo com as diretrizes emitidas pela chefia do Poder Judiciário para casos de traição, todo o processo, desde a prisão até a execução, foi concluído em menos de 50 dias

De acordo com o que consta no processo judicial e nas investigações técnicas, e conforme informa a agência de notícias iraniana ‘Mizan’, o acusado teria fornecido informações estratégicas e coordenadas geográficas precisas sobre instalações industriais da defesa nacional a redes hostis ligadas a Washington e Tel Aviv. De acordo com as provas coletadas, o acusado teria enviado pelo menos oito mensagens com localizações críticas de fábricas de produção de peças de armamento.

O Ministério Público indicou que, em uma das comunicações interceptadas dirigidas a agentes de uma rede de satélite estrangeira, Kian teria feito menção explícita ao primeiro-ministro israelense, instando seus contatos a “informarem o assunto a Bibi” (apelido de Benjamin Netanyahu).

Em sua confissão perante o tribunal, o acusado admitiu ter estabelecido comunicação com essa plataforma de mídia e ter recebido um canal privado e seguro para a transmissão de dados confidenciais.

As análises periciais confirmaram o impacto direto da espionagem na segurança nacional, demonstrando que uma das instalações de defesa cuja localização exata foi revelada por Kian ficou totalmente destruída após ser alvo de um ataque inimigo apenas três dias após o envio da mensagem.

O tribunal justificou a pena máxima com base no artigo 1º da Lei sobre o aumento das penas por espionagem e cooperação com regimes hostis contra a segurança e os interesses nacionais.

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