Líder do Hezbollah afirma ter esperança em acordo Irã-EUA que inclua o grupo

O dirigente voltou a exortar as autoridades libanesas a abandonar as conversas com Israel, antes de um quarto ciclo de diálogos em Washington no início de junho

Foto por – / AFPUma escavadeira remove os escombros perto de edifícios gravemente danificados na vila de Bednayel, na região do Vale do Bekaa, no leste do Líbano, em 21 de fevereiro de 2026, após ataques israelenses. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou em 21 de fevereiro os ataques mortais de Israel contra seu país no dia anterior, enquanto um parlamentar do Hezbollah pediu a Beirute que suspendesse as reuniões com um comitê que monitora o cessar-fogo de um ano com Israel.
Uma escavadeira remove os escombros perto de edifícios gravemente danificados na vila de Bednayel, na região do Vale do Bekaa, no leste do Líbano, em 21 de fevereiro de 2026, após ataques israelenses.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou em 21 de fevereiro os ataques mortais de Israel contra seu país no dia anterior, enquanto um parlamentar do Hezbollah pediu a Beirute que suspendesse as reuniões com um comitê que monitora o cessar-fogo de um ano com Israel.

O líder do movimento xiita libanês Hezbollah, Naim Qasem, declarou neste domingo (23) ter esperanças em um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, que inclua uma trégua no Líbano.

“Se Deus quiser, este acordo será concretizado e já há indícios de que será fechado; portanto, nós também faremos parte deste acordo, um acordo para o cessar total das hostilidades”, disse Qasem em um discurso televisionado.

Qasem afirmou ainda que o desarmamento do grupo pró-iraniano é inaceitável e equivale à sua aniquilação, e instou o governo do Líbano a abandonar as negociações com Israel.

“O desarmamento implica despojar o Líbano de sua capacidade defensiva e da capacidade de resistência (do Hezbollah) e de seu povo, o que abre caminho para sua aniquilação”, afirmou Qasem.

“O desarmamento equivale à aniquilação e não podemos aceitá-lo”, acrescentou.

Qasem argumentou que o monopólio estatal das armas que o governo do Líbano reivindica “neste estágio tem como objetivo atacar a resistência e é um projeto israelense”.

O dirigente voltou a exortar as autoridades libanesas a abandonar as conversas com Israel, antes de um quarto ciclo de diálogos em Washington no início de junho.

Qasem afirmou que estas negociações apenas beneficiam Israel e constituem uma “punhalada pelas costas para seu grupo”.

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