O senador Ciro Nogueira (PP-PI) rebateu as suspeitas envolvendo sua família em investigações relacionadas ao caso Banco Master e afirmou que há uma tentativa de desgastar sua imagem politicamente.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, 21, o parlamentar disse que a operação imobiliária citada pela investigação ocorreu de forma regular e dentro dos valores de mercado.
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A manifestação ocorreu depois da divulgação de que a Polícia Federal (PF) identificou um pagamento de R$ 14,2 milhões de um fundo ligado ao grupo Refit para uma empresa da família do senador. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo a investigação, os repasses ocorreram de novembro de 2024 a fevereiro de 2025. O dinheiro teria saído da empresa Athena, ligada à Refit, para a Agropecuária e Imóveis, empresa associada à família de Ciro.
Em nota, o senador afirmou que a empresa compradora buscava uma área superior a 40 hectares em Teresina para construir uma distribuidora de combustíveis e sustentou que a negociação foi declarada aos órgãos competentes.
“O valor mencionado se refere à venda dessa área, situada em local altamente valorizado em Teresina”, afirmou o congressista. “Cuja venda foi regular e totalmente declarada junto aos órgãos competentes em valores condizentes com o mercado.”
Ciro Nogueira também declarou que a empresa da família atua no ramo imobiliário e destacou que atualmente não possui mais participação societária no negócio. Segundo ele, na época da operação sua participação era inferior a 1%.


PF investiga repasses de Ciro Nogueira ligados à Refit
O empresário Ricardo Magro, controlador da Refit, afirmou que a compra do terreno ocorreu de forma regular. Magro está no exterior e é investigado por suspeitas de fraude, sonegação de ICMS e lavagem de dinheiro.
O senador e seu irmão, Raimundo Nogueira, foram alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas relacionadas ao escândalo do Banco Master.
A investigação também apura suspeitas de recebimento de propina envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Master. Segundo a PF, o contrato de venda do terreno foi assinado em 2024.
Os investigadores ainda identificaram um repasse de R$ 1,3 milhão de empresa ligada à Refit para Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, ex-secretário-executivo da Casa Civil durante a gestão de Ciro Nogueira na pasta.
Na nota, o senador afirmou que recebe as acusações com “total tranquilidade” e declarou ser o maior interessado no esclarecimento dos fatos. “Acusações que surgem, estranhamente, em ano eleitoral com a clara intenção de desgastar sua imagem junto ao povo do Piauí”, disse.
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