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Publicada em 24.07.2013 ás 6:25

FORTALEZA: Falsa bomba assusta frequentadores do Parque do Cocó

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Artefato simulando bomba foi deixado no Parque do Cocó. PM diz que, mesmo sem conter explosivos, confecção do objeto é crime (Foto: THIARA NOGUEIRA/O POVO)

Suposto artefato explosivo, encontrado no Parque Ecológico do Cocó, em Fortaleza, na manhã de ontem, assustou moradores, frequentadores e funcionários. “Era igualzinho àquelas bombas de desenho animado: tinha relógio, fios, tubos, tudo”, explicou o soldado Adailton Marques, que trabalha no posto local da Polícia Militar.

O objeto foi deixado sob as árvores, na margem da avenida Padre Antônio Tomás, próximo a uma banca de revistas. Uma equipe do esquadrão antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), responsável pela remoção do dispositivo, constatou que não havia material explosivo no objeto. Entretanto, o sistema havia montado de modo a simular um modelo real de bomba-relógio.

“Ele poderia vir a funcionar, caso tivesse alguma emulsão ou qualquer outra substância explosiva dentro. A pessoa que o fez seguiu um padrão lógico. Estava realmente montado como se fosse um artefato explosivo. Algo feito para causar terror, pânico ou chamar atenção. Nada mais”, contou o comandante do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), major Alexandre Ávila.

A falsa bomba foi achada por um funcionário do parque, por volta das 9 horas. “Foi tudo muito rápido. O Gate chegou, isolou a avenida e usou um robô para retirar o artefato do local”, contou o vendedor ambulante Germano Ferreira, 38 anos. A utilização do robô faz parte do protocolo internacional de remoção à distância, adotado por equipes de esquadrão antibombas nesse tipo de situação.

Falsa bomba

Depois de retirar o dispositivo, os policiais cavaram buraco no campo de futebol do parque para detonar o dispositivo. Após análise, porém, a Polícia verificou a inexistência de material explosivo.

Além das semelhanças com uma bomba, funcionários do Parque do Cocó informaram que o objeto continha inscrições em idioma estrangeiro. “Ninguém entendeu nada (do que havia escrito)”, contou um deles.

As testemunhas afirmaram desconhecer como o objeto havia ido parar ali. Policiais da Companhia de Polícia Militar Ambiental (CPMA) informaram que não havia câmeras de segurança no local.

Segundo o major Alexandre, apesar de não haver explosivos no objeto, a ação não deixa de ser criminosa. Um relatório será produzido pelo Gate e entregue ao titular do 15º Distrito Policial, delegado Alízio Justa, para que o caso seja investigado.

O Povo

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