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Publicada em 18.05.2013 ás 6:25

Denúncias de abuso sexual aumentam 19% no Ceará

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Às vésperas do início da Copa das Confederações em Fortaleza, o Dia de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado hoje em todo o País, volta suas atenções ao agravamento do problema durante grandes eventos esportivos. Só neste ano (até abril), o Disque 100, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos recebeu 524 denúncias de abuso e/ou exploração de crianças e adolescentes no Ceará; desses, 253 foram em Fortaleza. As denúncias de abuso aumentaram 19,8% em relação ao mesmo período do ano passado (338) e chegaram a 405. Já o número de denúncias de crianças e adolescentes explorados sexualmente chegou a 119.

Lídia Rodrigues, integrante do Fórum Cearense de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, afirma que os dados do crescimento desses crimes durante grandes eventos, como Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíada, não são consolidados, porque “não é interessante para os governos sistematizarem isso”. Mas, acrescenta ela, organizações da sociedade civil da Alemanha, África do Sul (países que receberam as duas últimas Copas do Mundo) e Ucrânia (uma das sedes da Eurocopa 2012) – com as quais o Fórum realiza encontros preparatórios – “relatam casos inclusive de estupro e aumento do tráfico humano”.

O Fórum critica os gastos de prefeitura e governos estadual e federal com infraestrutura (só a obra do Castelão está orçada em R$ 518 mi) e a pouca atenção dada às ações de proteção da população. “A gente está fazendo um crítica à escassez de políticas públicas. Não existe política de saúde nem de geração de trabalho e renda especializada em vítima de crime sexual. Também não há polícia especializada, e a Polícia Militar não se acha na obrigação de atuar nesse tipo de crime”.

A dotação orçamentária do município este ano para a Rede Aquarela, o programa da Prefeitura de Fortaleza específico para assistência psicológica, jurídica e de educação social para crianças e adolescentes, é de R$ 900 mil. De acordo com Lana Souza, coordenadora da Rede, eles trabalham com três eixos: prevenção, atendimento e apoio às vítimas. A prevenção é feita nos 10 territórios de maior incidência de crianças em situação de vulnerabilidade, como: Barra do Ceará, Praia de Iracema, Castelão, Beira Mar, Praia do Futuro e Centro.

O Povo

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