Alunos desenvolvem projeto de valorização das manifestações religiosas

Visando garantir ações que venham a contribuir para o enriquecimento das manifestações religiosas no município de Milagres, alunos da...

Projeto “Minha Cultura é de Fé” é desenvolvido por alunos da EEEP Ana Zélia da Fonseca (Foto: Klébio Leite/Agência OKariri)
Projeto “Minha Cultura é de Fé” é desenvolvido por alunos da EEEP Ana Zélia da Fonseca (Foto: Klébio Leite/Agência OKariri)

Visando garantir ações que venham a contribuir para o enriquecimento das manifestações religiosas no município de Milagres, alunos da EEEP Ana Zélia da Fonseca estão desenvolvendo o projeto interdisciplinar “Minha Cultura é de Fé”. Por meio dele, estão conhecendo e valorizando as manifestações, no intuito de preservá-las como identidade da população milagrense.

De acordo com Rayanne Lima, aluna do Curso de Finanças, as manifestações acontecem com maior intensidade na zona rural e como a maioria dos alunos reside nesta área do município, o trabalho foi facilitado. “O projeto acontece principalmente pela ação dos alunos que vão as renovações, festas de padroeiros, visitam os rezadores e colhem os documentários”, ressalta.

A motivação dos alunos é fazer com que as manifestações continuem a existir, segundo a aluna Rayanne Lima. “Por mais que não sejamos praticantes destas manifestações, temos o dever de respeitá-las, por que elas fazem parte de nossa cultura”.

Na execução dos projetos, os alunos visitaram as comunidades rurais de Vaca Brava, Oitis, Luciano e Carnaúba, entre outras, além de bairros da cidade. “Hoje, as coisas acontecem de forma mecânica e antigamente era tudo mais artesanal. São poucas as comunidades que hoje servem o aluar [nas renovações] que é o suco do abacaxi preparado em um pote”, relembra.

Para o aluno Raimundo Pocedônio, do Curso Enfermagem, as pessoas estão novamente procurando os rezadores, especialmente na zona rural. “Elas [pessoas] buscam na medicina a cura para as doenças e quando não a encontram, recorrem para a fé”, esclarece, citando o exemplo do Seu Antônio Aristides no Sítio Tabocas.

Para catalogar e expor os documentários elaborados, os alunos criaram uma página na internet e lá divulgam as ações do projeto, por meio de vídeos e fotos.

Agência OKariri | Klébio Leite

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